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Reportagem da GLOBO demonstra o despreparo geral.

Reportagem da GLOBO demonstra o despreparo geral.

Ontem, dia 29 de julho de 2010, ao assistir o “Jornal Hoje” fiquei indignado com o que foi dito em pleno “ar” por uma jovem repórter, que por sinal muito bonita, com seus cabelos curtos e de um corte de muito estilo e que proferiu uma série de inverdades mescladas ao que todos já sabem. A primeira frase foi a seguinte: “O potencial de fogo deles era muito grande. Metralhadores, pistolas, pra vocês terem uma idéia, a pistola que nós apreendemos é uma pistola 45, uma arma de guerra, arma exclusiva das Forças Armadas”, diz Paulo Adriano Telhada, comandante da Rota – PM. Pelo que pude comprovar pela reportagem o estojo exibido era de uma arma 9mm, provavelmente da arma automática. Cabe ressaltar que esta munição só é utilizada no território nacional pelas Forças Armadas e Polícia Federal, e a única fabrica nacional é a CBC que só vende para estas entidades. Logo, colecionador de arma de fogo não compra munição. As pistolas .45 foram utilizadas como armamento bélico (do latim PARABELUM que quer dizer para a guerra) já não são mais utilizadas para este fim desde a 2ª Grande Guerra, por tanto a munição para este armamento também não é comprada por colecionadores e também não fazem mais parte do arsenal militar desde a década de 80. Os colecionadores tem todas estas armas, registradas, com seu número de série cadastrados num grande arquivo chamado SIGMA, o qual é movimentado pelo Exército, mais especificamente uma Diretoria denominada DFPC (Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados) e diga-se de passagem, repleta de exigências para que uma ser mortal obtenha o CR (Certificado de Registro) que duvido que algum político conseguisse ou mesmo a maioria das autoridades pois diante da documentação requerida, todos sucumbiriam. Logo, se uma arma de um colecionador sair de sua coleção, a coisa mais fácil do mundo é identificar, e se for achada em mãos criminosas também. Assim sendo a Globo acusou indevidamente os colecionadores. Talvez a conclusão tenha partido da mente brilhante da repórter que pode ter ascendido na carreira por seu dotes físicos e não mentais.

Por fim na segunda frase: “Especialistas em segurança apontam vários motivos para que essas armas de grande potência estejam cada vez mais nas mãos dos criminosos.Entre eles, a pouca fiscalização da fronteira do Brasil, principalmente com a Bolívia e o Paraguai, a comercialização de armas que imitam as originais, chamadas de genéricas, fabricadas em países subdesenvolvidos e também a grande quantidade de armas nas mãos dos colecionadores brasileiros.” Concordo com a afirmação que nossas fronteiras são mão vigiadas, pois nosso Governo está voltado para questões assistencialista e empenhado em defender o MST e por tanto não aparelha corretamente a Polícia Federal e as Forças Armadas as quais deveriam prover esta ação. Gostaria de informar a bela repórter que Colecionadores de Armas de Fogo são registrados e documentados e se são chamados de Colecionadores é por que colecionam e não como colecionadores de figurinhas que não precisam de registro ou documento ou mesmo aqueles que têm armas ilegais em seu poder e se dizem colecionadores.

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O desarmamento e a segurança dos bandidos.

O desarmamento e a segurança dos bandidos

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Archimedes Marques

Vivemos em um país em que muitas vezes os valores se invertem e, nessa espécie de guerra urbana e social contra a violência diária, contra a marginalidade que cresce assustadoramente, contra a criminalidade que aumenta gradativamente a todo tempo em todo lugar, comprova-se que o Estado protetor mostra-se ineficiente para debelar tão afligente problemática e por isso teima em produzir programas emergentes que surgem e insurgem sem atingir os seus reais objetivos. Um deles, pelo menos até agora, ao invés de proteger a sociedade deu maior segurança aos bandidos, ou seja, inverteu os seus valores. O projeto desarmamento estudado e executado pelo Governo Federal desde 2003, contra a vontade popular, demonstra ser no âmago do seu curso uma ação derrotada e inócua que age infrutuosamente na tentativa de reduzir a criminalidade no país e deixa cada vez mais a população órfã de proteção. Enquanto a população brasileira foi literalmente desarmada por conta do Estatuto do Desarmamento, a bandidagem está cada vez mais armada. Enquanto foi tolhido o direito do cidadão de se defender do bandido com a proibição de sequer possuir uma arma de fogo em sua própria casa sem passar por extrema burocracia, o bandido por sua vez, facilmente consegue armas até mesmo com alto poder de fogo, para se defender da Polícia, atacar o povo e ferir a ordem do país. É fato presente que o chamado crime organizado, pernicioso organismo que alimenta o tráfico de drogas, criminosos perigosos e contumazes, quadrilhas de assaltantes, consegue transitar e abastecer a marginalidade com armamento privativo das forças armadas, tais como: Metralhadoras, fuzis, bazucas, morteiros, granadas, ou mesmo outras mais usadas a exemplo das escopetas, pistolas e revolveres. Essas armas provindas de diversas nacionalidades ingressam pelas nossas gigantescas e mal guarnecidas fronteiras e chegam às mãos dos bandidos de maneira inexplicável. Retirar as armas de fogo das pessoas de bem foi muito fácil, pois essas pessoas, não sendo marginais, logo cumpriram a Lei e depuseram suas armas com a esperança de que a violência fosse realmente estancada, contudo ainda não foi, muito pelo contrário, aumentou substancialmente, pois o desafio da Polícia em desarmar os bandidos parece ser intransponível. Quanto mais se prendem os marginais armados mais armas aparecem em poder de outros e até dos mesmos quando são postos em liberdade pela Justiça. Os fatos violentos e corriqueiros ocorridos nos quatro cantos do país demonstram que os discursos e as noticias desarmamentistas para justificar o suposto sucesso do plano e iludir o povo parecem ser apenas meras cortinas de fumaça, tendo na linha de frente a diminuição dos homicídios eventuais por desavença ou domésticos, perpetrados nas comunidades por meio de arma de fogo a querer encobrir o recrudescimento da criminalidade dos outros tipos penais. Vale lembrar também que apesar de ter diminuído os índices de homicídios cometidos via arma de fogo nos casos citados, aumentou substancialmente os índices do mesmo crime perpetrados por arma branca ou outros meios, comprovando então, que o cidadão quando quer, mata o seu desafeto de qualquer jeito. Assim, o povo vive acuado, desarmado e preso por grades, cercas elétricas, alarmes, nas suas próprias residências e, os diversos criminosos andam soltos nas ruas a caça das suas vítimas, aumentando de forma geométrica o número de latrocínios, roubos e sequestros em todos os lugares. A Polícia por mais diligente que seja, em virtude da falta de contingente adequado, de uma maior estrutura, de uma melhor organização, de um verdadeiro incentivo com salários condizentes aos seus membros, não consegue romper tais obstáculos e sempre é considerada culpada erroneamente por inoperância pela nossa sociedade como se fosse a única responsável por tal situação. Atacam-se carros blindados com armamento potente, derrubam-se helicóptero com tiros de fuzis ou metralhadoras antiaéreas, inúmeros assaltos se valem de armas de guerra no país inteiro, policiais são frequentemente mortos no labor das suas funções por criminosos possuidores de armas poderosas adquiridas no câmbio negro do crime organizado. O cidadão nas ruas literalmente virou um alvo em determinados locais. Um alvo que tem que ser um maratonista, velocista, contorcionista, trapezista e até mágico para se esquivar das balas perdidas. Um alvo que tem que optar por dar apoio aos traficantes de drogas sob pena de morte. Um alvo no seu veículo ultrapassando os sinais de transito e recebendo multas para não ser seqüestrado ou assaltado e morto. Um alvo desarmado sem direito a defesa própria contra o marginal sempre bem armado. Um alvo que tem que contratar segurança particular para sobreviver. Um alvo que ainda tem que agradecer ao criminoso por apenas lhe levar seus bens materiais. Um alvo esperando sempre que apareça algum policial para lhe salvar. O desarmamento veio para o seio da sociedade brasileira como uma ação insidiosa de tirar-lhe o direito de defesa própria e da sua família ao mesmo tempo em que deu total segurança ao bandido de fazer o que quiser com a sua vulnerável vítima. O estatuto de Desarmamento não deu e não dará certo enquanto não tivermos uma séria e efetiva política de combate ao crime organizado, enquanto não colocarmos atrás das grades os grandes traficantes de armas e drogas, enquanto não prendermos as pessoas inescrupulosas que dão suporte e proteção aos traficantes e enriquecem sob o julgo desse crime, enquanto não consigamos enfim proteger as nossas fronteiras desses criminosos fazendo com que não mais entre armas no nosso país. Enquanto isso não acontece, para concluir o texto, faço minha as sábias palavras do Ministro aposentado do Superior Tribunal Militar, FLÁVIO BIERREMBACH, hoje advogado e escritor: “Desarmar as vítimas é dar segurança aos facínoras”… “O cidadão de bem tem o direito de possuir uma arma para se defender dos criminosos”… “Os bandidos já se sentem muito mais seguros para atacar os pobres, os trabalhadores e os homens de bem, porque sabem que provavelmente irão enfrentar pessoas desarmadas”… “Uma sociedade em que apenas a polícia e os facínoras podem estar armados não é e nem será uma sociedade democrática”…

Archimedes Marques, delegado de Policia no Estado de Sergipe, é Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela Universidade Federal de Sergipe)

archimedes-marques@bol.com.br

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O desarmamento como instrumento ineficaz para conter a criminalidade

(Archimedes Marques)

Estamos em verdadeira guerra urbana e social contra a violência diária, contra a marginalidade que cresce assustadoramente, contra a criminalidade que aumenta gradativamente a todo tempo no nosso País.

O Estado protetor, visando resgatar a ordem social ferida mostra-se ineficiente para debelar tão afligente problemática. Ações consideradas miríficas, pirotécnicas, projetos e programas emergentes surgem e insurgem sem atingir os seus reais objetivos.

A população assiste atônita aos remédios e as ações miraculosas que quase sempre restam inócuas. O projeto desarmamento estudado e executado pelo Governo Federal desde 2003 demonstra ser no âmago do seu curso mais uma dessas ações que agem infrutuosamente na tentativa de reduzir a criminalidade no País.

Quando a campanha do desarmamento começou naquele ano as autoridades constituídas apresentaram que o Brasil era detentor de 17 milhões de armas de fogo e que por tal fato gerava-se o alto índice de criminalidade, em especial o número de homicídios, vez que o cidadão em posse de tal arma por qualquer desavença eliminava o seu opositor, ou seja, associaram de maneira simplista a relação entre a criminalidade e posse de arma de fogo, quando na verdade a problemática é muito mais complexa.

Com o passar dos anos os defensores do desarmamento, sempre apresentaram números de redução de homicídios por arma de fogo para sustentarem suas posições esquecendo-se, entretanto, de computar em tais estatísticas os homicídios praticados por outros meios ou instrumentos, ou seja, na verdade houve no País a diminuição dos homicídios provindos de arma de fogo e aumentou o número do mesmo crime por outros meios perpetrados. Deduze-se assim que o cidadão comum por não mais possuir arma de fogo mata de qualquer jeito o seu desafeto. No geral, o índice do crime de homicídio não diminuiu e continua aumentando junto com a população.

Ademais, outros grandes malefícios também não são associados ao desarmamento em tais estatísticas, ou seja, o aumento estúpido do crime de roubo, conhecido popularmente como assalto à mão armada, e o mais grave: o latrocínio, que é o roubo seguido de morte. Só em São Paulo o número de latrocínios subiu agora mais de 40% em relação ao mesmo período do ano passado. Hoje um cidadão é morto pelo assaltante mesmo sem reagir ao ato só pelo simples fato de estar portando pouco dinheiro.

Os fatos demonstram que os discursos e as noticias desarmamentistas parecem ser apenas meras cortinas de fumaça tendo na linha de frente a diminuição dos homicídios eventuais por desavença perpetrados nas comunidades por via de arma de fogo a querer encobrir o recrudescimento da criminalidade dos outros tipos penais.

O povo vive acuado, desarmado e preso por grades, cercas elétricas, alarmes, nas suas próprias residências e os diversos criminosos andam soltos nas ruas a caça das suas vítimas, aumentando de forma geométrica o número de latrocínios, roubos e sequestros relâmpagos em todos os lugares. A Polícia por mais diligente que seja, em virtude da falta de contingente adequado, de uma maior estrutura e por não ser Onipotente e Onipresente para estar em todos os lugares a todo tempo para evitar o crime não pode ser a única culpada por tal problemática.

É fato presente que o crime organizado, placenta que forma e alimenta o tráfico de drogas, os criminosos perigosos e contumazes, consegue transitar e abastecer a marginalidade com metralhadoras, fuzis, bazucas, granadas, escopetas, pistolas… Tais armamentos provindos de diversas nacionalidades ingressam pelas nossas gigantescas e mal guarnecidas fronteiras e chegam às mãos das facções criminosas, quadrilhas ou criminosos diversos de maneira inexplicável.

Atacam-se carros blindados com armamento pesado e potente, derrubam-se helicóptero com tiros de fuzis ou metralhadoras antiaéreas, inúmeros assaltos se valem de armas de guerra no País inteiro, policiais são frequentemente mortos no labor das suas funções por criminosos possuidores de armas poderosas adquiridas no câmbio negro do crime organizado.

O cidadão nas ruas literalmente virou um alvo em determinados locais. Um alvo que tem que ser um maratonista, velocista, contorcionista, trapezista e até mágico para se esquivar das balas perdidas. Um alvo que tem que optar por dar apoio aos traficantes de drogas sob pena de morte. Um alvo no seu veículo ultrapassando os sinais de transito e recebendo multas para não ser seqüestrado ou assaltado e morto. Um alvo desarmado sem direito a defesa própria contra o marginal sempre bem armado. Um alvo que tem que contratar segurança particular. Um alvo que ainda tem que agradecer ao criminoso por apenas lhe levar seus bens materiais. Um alvo esperando sempre que apareça algum policial para lhe salvar.

A Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003, mais conhecida como o ESTATUTO DO DESARMAMENTO que surgiu como instrumento mirífico para enfrentar o surto da violência e criminalidade trouxe no bojo do seu artigo 35 a seguinte redação transcrita in verbis:

Art. 35. É proibida a comercialização de arma de fogo e munição em todo o território nacional, salvo para as entidades previstas no art. 6º desta Lei.

§ 1º Este dispositivo, para entrar em vigor, dependerá de aprovação mediante referendo popular, a ser realizado em outubro de 2005.

§ 2º Em caso de aprovação do referendo popular, o disposto neste artigo entrará em vigor na data de publicação de seu resultado pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Então, na data marcada houve o referendo popular em que 63,94% da população que foi às urnas votou a favor da comercialização de armas de fogo, ou seja, implicitamente, por maioria absoluta o povo decidiu contra o DESARMAMENTO.

A nossa Constituição Federal estabelece que todo o poder emana do povo e em seu nome será exercido, contudo, a vontade popular em possuir uma arma de fogo para se defender praticamente fora barrada, ou pelo menos extremamente dificultada. A comercialização continuou permitida, mas permaneceram em vigor todas as restrições ao porte e à compra de armas de fogo previstas no Estatuto do Desarmamento. Hoje em dia, para alguém ter uma arma de fogo registrada e para mantê-la apenas em sua residência, passa por grande burocracia e protocolo que quase nenhum trabalhador consegue sobrepor.

O desarmamento veio para o seio da sociedade como uma espécie de gigantesca medusa. O temor de ser atingido pela Lei vem matando a esperança do povo por uma segurança justa. A demagogia tenta liquidar a democracia através da ação insidiosa de tirar-lhe o direito de defesa própria e da sua família. O projeto desarmamento tornou-se pérfido na medida em que foi contra a vontade popular.

A criminalidade se combate através de um conjunto de políticas públicas sérias e efetivas nos planos do desenvolvimento social, além das medidas administrativas no âmbito dos órgãos ligados à segurança pública com a ajuda da comunidade e a força da adesão da própria sociedade, destinando de forma firme e constante os projetos inerentes, não com a simples deposição ou apreensão das armas de fogo dos cidadãos de bem, dos trabalhadores, deixando-os cada vez mais vulneráveis às ações dos marginais.

Autor: Archimedes Marques (delegado de Policia no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela UFS) – archimedesmarques@infonet.com.brarchimedes-marques@bol.com.br

Fonte: www.infonet.com.br

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Não haveria massacre se vítimas tivessem armas

Não haveria massacre se vítimas tivessem armas, diz americano

GABRIELA MANZINI
da Folha Online

Larry Pratt, diretor da Gun Owners of America (Donos de Armas da América, em inglês), organização fundada em 1975 para defender o direito dos americanos de adquirir e portar armas, diz que liberar o acesso às armas seria mais eficiente na prevenção de massacres como o da escola Columbine, ocorrido há exatos dez anos, do que restringir.

Descontrole de armas cresceu após Columbine
Veja imagens do ataque à escola Columbine
EUA homenageiam vítimas do massacre

Em entrevista concedida à Folha Online por telefone, de Springfield, Pratt defende que nenhum dos massacres teria ocorrido se as vítimas estivessem armadas. “O massacre [de Columbine] aconteceu porque nenhum professor, nenhum diretor e nenhum zelador pôde atirar nos meninos quando eles começaram a matar pessoas.”

Leia os principais trechos da entrevista:

FOLHA ONLINE – Por que um americano comum precisa de uma arma?
LARRY PRATT - Para começar, nos EUA, nós temos a Segunda Emenda, que protege nosso direito, dado por Deus, de nos proteger com uma arma de fogo. Historicamente, a posse de arma de fogo foi exigida de todo homem livre, em todo nosso período colonial.
Por 150 anos, na América, sob a Coroa Britânica, tivemos leis segundo as quais, se você era um homem livre, tinha que possuir um rifle e ir a uma milícia praticar. Quando a Constituição foi escrita, era isso que ela dizia. Que todos os indivíduos têm direito a rifles militares ou eles seriam multados. Havia punições para quem não tivesse armas.

FOLHA ONLINE – Mas isso foi há anos. Todo americano ainda precisa de um rifle?
PRATT - Pensamos que sim. Olhando para a história, o século 20 foi o mais sangrento da humanidade. Um número de pessoas equivalente a quase toda população dos EUA [que é de 306 milhões, aproximadamente] foi assassinado pelos próprios governos. Não só em guerras, mas a sangue frio, em genocídios. Então, pensamos que armas ainda são importantes.

FOLHA ONLINE – O senhor disse que o século 20 foi o mais sangrento da história. Estatisticamente, os EUA têm mais crimes envolvendo armas que outros países…
PRATT - Não todos os países. Não como nosso vizinho México e vários outros países. O interessante é que temos mais problemas em áreas onde as pessoas decentes têm dificuldade de obter armas. É nesses lugares que os criminosos concentram a ação. Se você tirar cidades como Washington D.C. e Chicago das estatísticas, temos índices de crimes tão baixos quanto os da Europa.

FOLHA ONLINE – Quando os cidadãos têm dificuldade para obter armas, os criminosos também não a têm?
PRATT - Na Inglaterra, há uma proibição e, agora, eles têm mais crimes com armas que antes da proibição e do recolhimento de armas, em 1997. Então, criminosos não enfrentam problemas para conseguir armas. Nós é que enfrentamos.

FOLHA ONLINE – No último mês, houve cinco massacres nos EUA e, em todos, os atiradores tiveram acesso fácil a armas.
PRATT - Na verdade, o que há em comum entre esses massacres é que as vítimas não tinham armas. A maioria dos homicídios múltiplos que acontecem nesse país, como os que acontecem em escolas e centros cívicos, como o que ocorreu recentemente em Nova York [um atirador matou 13 em um centro de imigrantes, incluindo um brasileiro], eram lugares onde, por lei, armas são proibidas. Mas essas são leis que criminosos não seguem.

FOLHA ONLINE – O massacre em Columbina completa 10 anos no próximo dia 20. O senhor não acha que a falta de controle sobre armas contribuiu para aquele crime?
PRATT - O massacre aconteceu porque nenhum professor, nenhum diretor e nenhum zelador pôde atirar naqueles dois meninos quando eles começaram a matar pessoas.
Em Colorado Springs, um tempo atrás, um cara entrou em uma igreja com uma estratégia parecida com a de Columbine, de matar muita gente, com milhares de projéteis. Mas ele foi morto logo que entrou na igreja porque, todo domingo, 25 voluntários armados participavam de um programa de segurança da igreja. Logo que o atirador entrou, ele foi morto.

FOLHA ONLINE – Então sua resposta para a violência seria um pouco mais de violência?
PRATT - Violência resolve problemas. Você pode perguntar para o capitão daquele navio. Atirar e matar os três sequestradores resolveu o problema dele. [Um capitão americano que permanecia refém de quatro piratas somalis em um bote, na costa da África, foi solto depois de agentes terem atirado e matado três dos criminosos.]

FOLHA ONLINE – E essa ideia se aplica a qualquer país? Existe uma noção de que a fraca legislação de controle de armas nos EUA está viabilizando o tráfico para o México. Na sua visão, o México está sendo beneficiado?
PRATT - Os crimes com armas praticados no México pelos traficantes de drogas contra o governo, na guerra civil deles… essas armas não saem dos EUA. Bem, algumas saem, mas são rifles de uso militar vendidos sob a autoridade do nosso Departamento de Estado para o Exército mexicano. Só que o Exército mexicano sofreu 150 mil deserções. E quem quebra a lei de deserção também quebra a lei e rouba rifles. Os traficantes mexicanos contam ainda com armas das Farc [Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia], El Salvador, Nicarágua. E essas são armas que não têm nem número de série.
Se você olhar para as armas que os mexicanos receberam nos últimos anos, umas 30 mil, 15% eram dos EUA. Não eram 90%, não eram maioria [como alega o presidente mexicano, Felipe Calderón]. Dá para imaginar Pablo Escobar [chefe do cartel de Medellín, morto em 1993] esperando na fila de uma feira de armas para comprar uma automática que nem atira como uma metralhadora?

FOLHA ONLINE – Sobre os critérios usados atualmente nos EUA para venda de armas, como realizar checagem de antecedentes, qual sua opinião?
PRATT - Não achamos que checar antecedentes ajuda no controle de armas. Se os criminosos conseguem armas na Inglaterra, que é uma ilha e tem uma lei contra armas… E esse sistema, atualmente, atinge a maior parte dos vendedores, em feiras de armas. Menos de 1% das armas usadas em crimes saem dessas feiras. A checagem de antecedentes, hoje, só não atinge traficantes.

FOLHA ONLINE – No dia 16, o ataque à Universidade Virginia Tech completou dois anos. Naquele caso, o rapaz não podia comprar uma arma, segundo as leis atuais, e mesmo assim conseguiu…
PRATT - O problema, mais uma vez, foi que ninguém podia reagir. Em Virginia Tech, a polícia levou 11 minutos para chegar, e mais de 30 pessoas foram mortas enquanto naquela igreja, em Colorado Springs, a polícia levou seis minutos para chegar, mas o atirador estava morto havia cinco minutos e meio. Ele matou suas pessoas no estacionamento mas, depois de entrar na igreja, foi morto.

FOLHA ONLINE – Mas dar armas a todos os cidadãos não faz com que discussões entre marido e mulher, entre familiares, passem a ser crimes violentos, em vez de apenas discussões?
PRATT - Olha, quando um homem vai fazer algo tão baixo quanto machucar uma mulher, ele não precisa de uma arma. Na verdade, quem precisa de uma arma é essa mulher, para atirar nesse homem. Eu imagino que haja várias mulheres que estão tendo suas gargantas estranguladas e que desejam ter uma arma.

FOLHA ONLINE – Que tipo de armas o senhor possui?
PRATT - Revólveres, rifles, espingardas de caça.

FOLHA ONLINE – E o senhor tem filhos? Que tipo de medidas o senhor adota para evitar que suas armas estejam envolvidas em crimes?
PRATT - Eu criei quatro filhos com armas pela casa. Tenho 22 netos, e eles estão em casa o tempo todo. Não temos problema.

FOLHA ONLINE – Mas armas ficam expostas às crianças?
PRATT - Não diria que expostas, mas à disposição. Se as crianças têm idade suficiente, elas sabem que não podem tocar nas armas sem permissão.

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Tirando a máscara do comunismo

por IRAPUAN COSTA JUNIOR
para o CONTRAPONTO

Ti­ran­do a más­ca­ra do co­mu­nis­mo

No dia três des­te mês, o fi­ló­so­fo Ola­vo de Car­va­lho es­cre­veu, no “Di­á­rio do Co­mer­cio”, um ar­ti­go (“Ig­no­ran­do o es­sen­cial”) so­bre fa­ce­tas pou­co per­ce­bi­das do mo­vi­men­to co­mu­nis­ta, e a jor­na­lis­ta Eli­a­ne Can­ta­nhê­de, na “Fo­lha de S. Pau­lo” abor­dou, na sua co­lu­na, com o tí­tu­lo “A cul­pa­da é… a em­pre­ga­da”, a in­fe­liz ini­ci­a­ti­va do de­pu­ta­do Al­ber­to Fra­ga, de con­tra­tar por seu ga­bi­ne­te a fa­xi­nei­ra de sua ca­sa. Du­as ma­té­rias com­ple­ta­men­te dis­tin­tas, na apa­rên­cia, uma es­cri­ta pe­lo fi­ló­so­fo e jor­na­lis­ta con­ser­va­dor, e ou­tra da la­vra da jor­na­lis­ta ali­nha­da com a es­quer­da mais re­vo­lu­ci­o­ná­ria. Mas as apa­rên­cias são, mui­tas ve­zes, en­ga­no­sas. Uma ma­té­ria tem mui­to a ver com a ou­tra.

Ola­vo de Car­va­lho aler­ta pa­ra al­guns as­pec­tos do mo­vi­men­to co­mu­nis­ta que es­ca­pam do de­sa­vi­sa­do ci­da­dão co­mum, em que pes­em as con­se­qüên­cias que po­de­mos, to­dos nós, vir a sen­tir, co­mo sen­ti­ram — e sen­tem — po­pu­la­ções in­tei­ras por es­se mun­do afo­ra. O pri­mei­ro as­pec­to é a sua sin­gu­la­ri­da­de: o úni­co mo­vi­men­to po­lí­ti­co, na his­tó­ria da hu­ma­ni­da­de, a con­tar com uma or­ga­ni­za­ção em es­ca­la mun­di­al. Ape­sar da fa­lá­cia do de­sa­pa­re­ci­men­to do co­mu­nis­mo (que ser­ve mui­to bem a seus pro­pó­si­tos), ele es­tá pre­sen­te, e não só em Cu­ba, na Chi­na e na Co­réia do Nor­te, mas tam­bém na Ar­gen­ti­na, na Bo­lí­via, na Ve­ne­zu­e­la, no Bra­sil, e até na pá­tria da de­mo­cra­cia, os EUA. Ou­tro as­pec­to é a sua clan­des­ti­ni­da­de, uma de su­as ar­mas mais efi­ca­zes. Em­bo­ra exis­tam os par­ti­dos de ba­se co­mu­nis­ta (no Bra­sil, PC do B, PT, PSOL, etc.), ele­men­tos da cren­ça es­tão dis­se­mi­na­dos em ou­tros par­ti­dos, e em mui­tas ati­vi­da­des extra partidárias, sob os mais di­ver­sos ró­tu­los, se­ja no jor­na­lis­mo, se­ja nas uni­ver­si­da­des, se­ja nas igre­jas. E os agen­tes ja­mais se re­ve­lam co­mo co­mu­nis­tas, mes­mo agin­do co­mo tal, às cla­ras ou sub-rep­ti­ci­a­men­te.

Um ter­cei­ro as­pec­to é a abun­dân­cia de re­cur­sos pa­ra sua ação. Já ima­gi­na­ram o vo­lu­me de di­nhei­ro pa­ra se mon­tar um Fó­rum So­ci­al Mun­di­al? Ou pa­ra or­ques­trar uma de­mons­tra­ção con­tra a OTAN, co­mo na se­ma­na pas­sa­da, em Es­tras­bur­go?

Um quar­to as­pec­to, o fa­to de ser re­co­nhe­cí­vel co­mo tal ape­nas uma par­ce­la ín­fi­ma de sua pro­pa­gan­da dou­tri­ná­ria, em­bo­ra ela in­to­xi­que di­a­ria­men­te a mí­dia e as pre­ga­ções uni­ver­si­tá­rias, go­ver­na­men­tais, re­li­gi­o­sas, par­la­men­ta­res. Exis­tem ou­tros as­pec­tos, mas va­mos fi­car ape­nas nes­tes.

Pas­se­mos ao ar­ti­go da Eli­a­ne. Sua crí­ti­ca à con­tra­ta­ção frau­du­len­ta da em­pre­ga­da do­més­ti­ca é ab­so­lu­ta­men­te per­ti­nen­te. O de­pu­ta­do Al­ber­to Fra­ga co­me­teu fa­lha gra­ve, inad­mis­sí­vel pa­ra qual­quer agen­te pú­bli­co, e se faz me­re­ce­dor de boa pu­ni­ção. Não tem de­fe­sa. Mes­mo por­que a úni­ca pu­ni­da até ago­ra (com sua de­mis­são, e daí o tí­tu­lo do ar­ti­go de Eli­a­ne) foi a fa­xi­nei­ra. Mas… e o mas, aqui, é mais im­por­tan­te que o res­to da ma­té­ria, Eli­a­ne as­sim ter­mi­na seu es­cri­to: “Ali­ás, não con­vém fi­car pa­ra brin­ca­dei­ri­nhas nes­te ca­so: o de­pu­ta­do Fra­ga, o pa­trão que não pa­ga a em­pre­ga­da, é o lí­der da ban­ca­da pró-ar­mas”.

Eli­a­ne en­che de mu­ni­ção o pai­ol de Ola­vo de Car­va­lho, quan­do cha­ma à re­por­ta­gem um as­sun­to que na­da tem a ver com ela. O mo­vi­men­to pe­lo de­sar­ma­men­to da po­pu­la­ção é mun­di­al­men­te pa­tro­ci­na­do pe­la es­quer­da (es­tá pre­sen­te, e for­te­men­te, até nos EUA), co­mo fór­mu­la de do­ci­li­zar as po­pu­la­ções, e im­pe­dir sua re­a­ção aos avan­ços so­ci­a­lis­tas. Faz par­te da ca­deia glo­bal que men­ci­o­na Ola­vo de Car­va­lho. Em­bo­ra os par­ti­dos mar­xis­tas apoi­as­sem aber­ta­men­te o de­sar­ma­men­to no Bra­sil, usa­ram co­mo li­nha prin­ci­pal agen­tes apa­ren­te­men­te apar­ti­dá­rios e até apo­lí­ti­cos nu­ma in­ten­sa dou­tri­na­ção, en­tran­do aí a gran­de mí­dia (Re­de Glo­bo), ONGs, par­te da Igre­ja Ca­tó­li­ca, en­ti­da­des clas­sis­tas — e eis a men­ci­o­na­da clan­des­ti­ni­da­de em ação.

Os re­cur­sos que os de­sar­ma­men­tis­tas uti­li­za­ram eram pra­ti­ca­men­te ines­go­tá­veis. Du­ran­te o re­fe­ren­do so­bre o de­sar­ma­men­to, aqui no Bra­sil, os re­cur­sos vin­dos de fo­ra pa­ra or­ga­ni­za­ções sus­pei­tas, co­mo a Vi­va Rio e a Sou da Paz, eram vo­lu­mo­sos, e eles de tal for­ma per­de­ram a ver­go­nha que nem es­con­di­am sua ori­gem.

Evi­den­ci­a­do o ter­cei­ro as­pec­to. O quar­to as­pec­to, que men­ci­o­nei aci­ma, sur­ge aqui de ma­nei­ra mais su­til. A pro­pa­gan­da que a Eli­a­ne faz, pe­los con­tor­cio­nis­mos ne­ces­sá­rios, tor­na-se pou­co re­co­nhe­cí­vel, mas fa­cil­men­te des­mas­ca­rá­vel, com um pou­co de ra­ci­o­cí­nio: 1) Fra­ga nun­ca foi pró-ar­mas. Ao acu­sá-lo de ser pró-ar­mas, ela o es­tá acu­san­do de ser a fa­vor de ar­mar a po­pu­la­ção, is­to é, in­du­zir quem não quer ou não gos­ta de ar­mas a usá-las, coi­sa que nem Fra­ga nem qual­quer de nós que so­mos con­tra o de­sar­ma­men­to ja­mais fi­ze­mos. Nós sem­pre de­fen­de­mos o di­rei­to, o ar­bí­trio, a li­ber­da­de, de quem qui­ser ter uma ar­ma pa­ra sua de­fe­sa, e de sua fa­mí­lia, de tê-la. Co­mo de­fen­de­mos o di­rei­to de não tê-la quem não qui­ser. Ao mu­dar o con­cei­to, a jor­na­lis­ta faz sua pro­pa­gan­da pou­co re­co­nhe­cí­vel da es­quer­da re­vo­lu­ci­o­ná­ria, aque­la que de­se­ja uma so­ci­e­da­de de es­cra­vos pe­ran­te um Es­ta­do for­te, co­mo acon­te­ce em Cu­ba.

2) Ao jun­tar o pe­ca­do da fu­nes­ta con­tra­ta­ção ao fa­to de o de­pu­ta­do ser an­ti-de­sar­ma­men­tis­ta, a jor­na­lis­ta ten­ta con­ta­mi­nar o ato cer­to com o ato er­ra­do. Não de­sar­ma­men­tis­tas são dois ter­ços da po­pu­la­ção bra­si­lei­ra, co­mo mos­trou o re­fe­ren­do. Não ser de­sar­ma­men­tis­ta é, pois, se ali­nhar com a von­ta­de de­mo­crá­ti­ca do Pa­ís. Na­da de er­ra­do nis­so. Já fa­zer o con­trá­rio, co­mo fa­zem a jor­na­lis­ta e seus co­le­gas de es­quer­da, seus mi­nis­tros da Jus­ti­ça, e ou­tros in­te­gran­tes do go­ver­no, é, à so­ca­pa, fa­zer a pro­pa­gan­da do to­ta­li­ta­ris­mo.

E, pa­ra não can­sar os lei­to­res: 3) Se Fra­ga, que er­rou na con­tra­ta­ção da em­pre­ga­da, é mau exem­plo, lo­go, um não de­sar­ma­men­tis­ta é mau ca­rá­ter, co­mo quer a co­lu­nis­ta, lem­bre­mos que, na sua car­rei­ra po­lí­ti­ca de de­pu­ta­do, es­se foi o pri­mei­ro e úni­co, até ago­ra, es­cor­re­gão. Já quem se ali­nhou, com Eli­a­ne e “com­pa­nhei­ros” pa­ra de­sar­mar a po­pu­la­ção, en­quan­to se des­cui­da­va dos ban­di­dos, quem es­ta­va na li­nha de fren­te do mo­vi­men­to, quem fo­ram os pró­ce­res da pre­ga­ção, co­mo Re­nan Ca­lhei­ros, Lu­iz Eduar­do Gre­e­nhalgh, Mar­cio Tho­maz Bas­tos e ou­tros, são po­lí­ti­cos que não só es­cor­re­gam, mas fa­zem dos es­cor­re­gões um meio de vi­da.

Ser­vi­dão vo­lun­tá­ria

O ir­mão de Franklyn Mar­tins, o nos­so Go­eb­bels (mi­nis­tro da Pro­pa­gan­da de Lu­la), Vic­tor de Sou­za Mar­tins, é di­re­tor da ANP (Agen­cia Na­ci­o­nal de Pe­tró­leo), e, se­gun­do do­cu­men­tos da Po­lí­cia Fe­de­ral re­ve­la­dos pe­la “Ve­ja”, es­tá en­vol­vi­do, jun­ta­men­te com a es­po­sa, em al­ta cor­rup­ção na dis­tri­bui­ção de royal­ti­es mu­ni­ci­pa­is.

Con­tu­do, des­sa vez, a Po­lí­cia Fe­de­ral não cha­mou a Glo­bo, não pren­deu nin­guém, e o pro­ces­so es­tá pa­ra­do há mais de ano. Não há opo­si­ção no Con­gres­so. Um úni­co de­pu­ta­do ho­nes­to e de­ter­mi­na­do fa­ria um car­na­val. O bra­são do Con­gres­so de­ve­ria os­ten­tar a má­xi­ma: “Om­nia ser­vi­li­ter pro do­mi­na­ti­o­ne” (“Tu­do fa­ço, ser­vil­men­te, pe­lo po­der”).

Ali­a­do de Dil­ma Rous­seff pla­ne­jou se­ques­tro do mi­nis­tro Del­fim Net­to

An­to­nio Ro­ber­to Es­pi­no­za, ex-co­man­dan­te dos mo­vi­men­tos de es­quer­da ar­ma­da VPR (Van­guar­da Po­pu­lar Re­vo­lu­ci­o­ná­ria) e VAR-Pal­ma­res (Van­guar­da Ar­ma­da Re­vo­lu­ci­o­ná­ria Pal­ma­res), con­ta, em de­ta­lha­da re­por­ta­gem da “Fo­lha de S. Pau­lo” de do­min­go, 5, co­mo tra­mou, com a par­ti­ci­pa­ção de mais qua­tro “com­pa­nhei­ros”, o seqüestro do en­tão mi­nis­tro da fa­zen­da Del­fim Net­to, em 1969.

Um dos “com­pa­nhei­ros” era a ho­je mi­nis­tra e can­di­da­ta a pre­si­den­te Dil­ma Rous­seff. O pla­no, de­ta­lha­do a pon­to de ter si­do apre­en­di­do mais tar­de até um ma­pa da re­gi­ão do seqüestro, só não foi adi­an­te, por­que al­guns “com­pa­nhei­ros” ter­ro­ris­tas fo­ram pre­sos. Dil­ma ne­gou o pla­no, di­zen­do que “não se lem­bra”. Equi­va­le ao “não sa­bia” que Lu­la sem­pre usa quan­do um de seus pró­xi­mos é pe­go rou­ban­do. É di­fí­cil acei­tar a ne­ga­ti­va da mi­nis­tra.

O pla­no exis­tiu, co­mo cons­ta dos do­cu­men­tos apre­en­di­dos e da de­cla­ra­ção, a mais in­sus­pei­ta que po­de exis­tir, pois da­da por um dos cul­pa­dos, e es­pon­tâ­nea. Se ti­ves­se su­ce­di­do, o seqüestro te­ria si­do um enor­me gol­pe pu­bli­ci­tá­rio pa­ra os ter­ro­ris­tas. Del­fim era po­pu­la­rís­si­mo, pois o Bra­sil vi­via o cha­ma­do “mi­la­gre eco­nô­mi­co”. Cres­cia a ta­xas pró­xi­mas de 10% ao ano, vi­via o ple­no em­pre­go e os sa­lá­ri­os es­ta­vam em al­ta.

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