Archive for category Tiro
Reportagem da GLOBO demonstra o despreparo geral.
Posted by admin (online) in Política, Segurança, Tiro on 30 de julho de 2010
Reportagem da GLOBO demonstra o despreparo geral.
Ontem, dia 29 de julho de 2010, ao assistir o “Jornal Hoje” fiquei indignado com o que foi dito em pleno “ar” por uma jovem repórter, que por sinal muito bonita, com seus cabelos curtos e de um corte de muito estilo e que proferiu uma série de inverdades mescladas ao que todos já sabem. A primeira frase foi a seguinte: “O potencial de fogo deles era muito grande. Metralhadores, pistolas, pra vocês terem uma idéia, a pistola que nós apreendemos é uma pistola 45, uma arma de guerra, arma exclusiva das Forças Armadas”, diz Paulo Adriano Telhada, comandante da Rota – PM. Pelo que pude comprovar pela reportagem o estojo exibido era de uma arma 9mm, provavelmente da arma automática. Cabe ressaltar que esta munição só é utilizada no território nacional pelas Forças Armadas e Polícia Federal, e a única fabrica nacional é a CBC que só vende para estas entidades. Logo, colecionador de arma de fogo não compra munição. As pistolas .45 foram utilizadas como armamento bélico (do latim PARABELUM que quer dizer para a guerra) já não são mais utilizadas para este fim desde a 2ª Grande Guerra, por tanto a munição para este armamento também não é comprada por colecionadores e também não fazem mais parte do arsenal militar desde a década de 80. Os colecionadores tem todas estas armas, registradas, com seu número de série cadastrados num grande arquivo chamado SIGMA, o qual é movimentado pelo Exército, mais especificamente uma Diretoria denominada DFPC (Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados) e diga-se de passagem, repleta de exigências para que uma ser mortal obtenha o CR (Certificado de Registro) que duvido que algum político conseguisse ou mesmo a maioria das autoridades pois diante da documentação requerida, todos sucumbiriam. Logo, se uma arma de um colecionador sair de sua coleção, a coisa mais fácil do mundo é identificar, e se for achada em mãos criminosas também. Assim sendo a Globo acusou indevidamente os colecionadores. Talvez a conclusão tenha partido da mente brilhante da repórter que pode ter ascendido na carreira por seu dotes físicos e não mentais.
Por fim na segunda frase: “Especialistas em segurança apontam vários motivos para que essas armas de grande potência estejam cada vez mais nas mãos dos criminosos.Entre eles, a pouca fiscalização da fronteira do Brasil, principalmente com a Bolívia e o Paraguai, a comercialização de armas que imitam as originais, chamadas de genéricas, fabricadas em países subdesenvolvidos e também a grande quantidade de armas nas mãos dos colecionadores brasileiros.” Concordo com a afirmação que nossas fronteiras são mão vigiadas, pois nosso Governo está voltado para questões assistencialista e empenhado em defender o MST e por tanto não aparelha corretamente a Polícia Federal e as Forças Armadas as quais deveriam prover esta ação. Gostaria de informar a bela repórter que Colecionadores de Armas de Fogo são registrados e documentados e se são chamados de Colecionadores é por que colecionam e não como colecionadores de figurinhas que não precisam de registro ou documento ou mesmo aqueles que têm armas ilegais em seu poder e se dizem colecionadores.
O desarmamento e a segurança dos bandidos.
Posted by admin (online) in Política, Segurança, Tiro on 30 de julho de 2010
O desarmamento e a segurança dos bandidos
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Archimedes Marques
Vivemos em um país em que muitas vezes os valores se invertem e, nessa espécie de guerra urbana e social contra a violência diária, contra a marginalidade que cresce assustadoramente, contra a criminalidade que aumenta gradativamente a todo tempo em todo lugar, comprova-se que o Estado protetor mostra-se ineficiente para debelar tão afligente problemática e por isso teima em produzir programas emergentes que surgem e insurgem sem atingir os seus reais objetivos. Um deles, pelo menos até agora, ao invés de proteger a sociedade deu maior segurança aos bandidos, ou seja, inverteu os seus valores. O projeto desarmamento estudado e executado pelo Governo Federal desde 2003, contra a vontade popular, demonstra ser no âmago do seu curso uma ação derrotada e inócua que age infrutuosamente na tentativa de reduzir a criminalidade no país e deixa cada vez mais a população órfã de proteção. Enquanto a população brasileira foi literalmente desarmada por conta do Estatuto do Desarmamento, a bandidagem está cada vez mais armada. Enquanto foi tolhido o direito do cidadão de se defender do bandido com a proibição de sequer possuir uma arma de fogo em sua própria casa sem passar por extrema burocracia, o bandido por sua vez, facilmente consegue armas até mesmo com alto poder de fogo, para se defender da Polícia, atacar o povo e ferir a ordem do país. É fato presente que o chamado crime organizado, pernicioso organismo que alimenta o tráfico de drogas, criminosos perigosos e contumazes, quadrilhas de assaltantes, consegue transitar e abastecer a marginalidade com armamento privativo das forças armadas, tais como: Metralhadoras, fuzis, bazucas, morteiros, granadas, ou mesmo outras mais usadas a exemplo das escopetas, pistolas e revolveres. Essas armas provindas de diversas nacionalidades ingressam pelas nossas gigantescas e mal guarnecidas fronteiras e chegam às mãos dos bandidos de maneira inexplicável. Retirar as armas de fogo das pessoas de bem foi muito fácil, pois essas pessoas, não sendo marginais, logo cumpriram a Lei e depuseram suas armas com a esperança de que a violência fosse realmente estancada, contudo ainda não foi, muito pelo contrário, aumentou substancialmente, pois o desafio da Polícia em desarmar os bandidos parece ser intransponível. Quanto mais se prendem os marginais armados mais armas aparecem em poder de outros e até dos mesmos quando são postos em liberdade pela Justiça. Os fatos violentos e corriqueiros ocorridos nos quatro cantos do país demonstram que os discursos e as noticias desarmamentistas para justificar o suposto sucesso do plano e iludir o povo parecem ser apenas meras cortinas de fumaça, tendo na linha de frente a diminuição dos homicídios eventuais por desavença ou domésticos, perpetrados nas comunidades por meio de arma de fogo a querer encobrir o recrudescimento da criminalidade dos outros tipos penais. Vale lembrar também que apesar de ter diminuído os índices de homicídios cometidos via arma de fogo nos casos citados, aumentou substancialmente os índices do mesmo crime perpetrados por arma branca ou outros meios, comprovando então, que o cidadão quando quer, mata o seu desafeto de qualquer jeito. Assim, o povo vive acuado, desarmado e preso por grades, cercas elétricas, alarmes, nas suas próprias residências e, os diversos criminosos andam soltos nas ruas a caça das suas vítimas, aumentando de forma geométrica o número de latrocínios, roubos e sequestros em todos os lugares. A Polícia por mais diligente que seja, em virtude da falta de contingente adequado, de uma maior estrutura, de uma melhor organização, de um verdadeiro incentivo com salários condizentes aos seus membros, não consegue romper tais obstáculos e sempre é considerada culpada erroneamente por inoperância pela nossa sociedade como se fosse a única responsável por tal situação. Atacam-se carros blindados com armamento potente, derrubam-se helicóptero com tiros de fuzis ou metralhadoras antiaéreas, inúmeros assaltos se valem de armas de guerra no país inteiro, policiais são frequentemente mortos no labor das suas funções por criminosos possuidores de armas poderosas adquiridas no câmbio negro do crime organizado. O cidadão nas ruas literalmente virou um alvo em determinados locais. Um alvo que tem que ser um maratonista, velocista, contorcionista, trapezista e até mágico para se esquivar das balas perdidas. Um alvo que tem que optar por dar apoio aos traficantes de drogas sob pena de morte. Um alvo no seu veículo ultrapassando os sinais de transito e recebendo multas para não ser seqüestrado ou assaltado e morto. Um alvo desarmado sem direito a defesa própria contra o marginal sempre bem armado. Um alvo que tem que contratar segurança particular para sobreviver. Um alvo que ainda tem que agradecer ao criminoso por apenas lhe levar seus bens materiais. Um alvo esperando sempre que apareça algum policial para lhe salvar. O desarmamento veio para o seio da sociedade brasileira como uma ação insidiosa de tirar-lhe o direito de defesa própria e da sua família ao mesmo tempo em que deu total segurança ao bandido de fazer o que quiser com a sua vulnerável vítima. O estatuto de Desarmamento não deu e não dará certo enquanto não tivermos uma séria e efetiva política de combate ao crime organizado, enquanto não colocarmos atrás das grades os grandes traficantes de armas e drogas, enquanto não prendermos as pessoas inescrupulosas que dão suporte e proteção aos traficantes e enriquecem sob o julgo desse crime, enquanto não consigamos enfim proteger as nossas fronteiras desses criminosos fazendo com que não mais entre armas no nosso país. Enquanto isso não acontece, para concluir o texto, faço minha as sábias palavras do Ministro aposentado do Superior Tribunal Militar, FLÁVIO BIERREMBACH, hoje advogado e escritor: “Desarmar as vítimas é dar segurança aos facínoras”… “O cidadão de bem tem o direito de possuir uma arma para se defender dos criminosos”… “Os bandidos já se sentem muito mais seguros para atacar os pobres, os trabalhadores e os homens de bem, porque sabem que provavelmente irão enfrentar pessoas desarmadas”… “Uma sociedade em que apenas a polícia e os facínoras podem estar armados não é e nem será uma sociedade democrática”…
Archimedes Marques, delegado de Policia no Estado de Sergipe, é Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela Universidade Federal de Sergipe)
archimedes-marques@bol.com.br
O desarmamento como instrumento ineficaz para conter a criminalidade
Posted by archimedes in Política, Tiro on 10 de fevereiro de 2010
(Archimedes Marques)
Estamos em verdadeira guerra urbana e social contra a violência diária, contra a marginalidade que cresce assustadoramente, contra a criminalidade que aumenta gradativamente a todo tempo no nosso País.
O Estado protetor, visando resgatar a ordem social ferida mostra-se ineficiente para debelar tão afligente problemática. Ações consideradas miríficas, pirotécnicas, projetos e programas emergentes surgem e insurgem sem atingir os seus reais objetivos.
A população assiste atônita aos remédios e as ações miraculosas que quase sempre restam inócuas. O projeto desarmamento estudado e executado pelo Governo Federal desde 2003 demonstra ser no âmago do seu curso mais uma dessas ações que agem infrutuosamente na tentativa de reduzir a criminalidade no País.
Quando a campanha do desarmamento começou naquele ano as autoridades constituídas apresentaram que o Brasil era detentor de 17 milhões de armas de fogo e que por tal fato gerava-se o alto índice de criminalidade, em especial o número de homicídios, vez que o cidadão em posse de tal arma por qualquer desavença eliminava o seu opositor, ou seja, associaram de maneira simplista a relação entre a criminalidade e posse de arma de fogo, quando na verdade a problemática é muito mais complexa.
Com o passar dos anos os defensores do desarmamento, sempre apresentaram números de redução de homicídios por arma de fogo para sustentarem suas posições esquecendo-se, entretanto, de computar em tais estatísticas os homicídios praticados por outros meios ou instrumentos, ou seja, na verdade houve no País a diminuição dos homicídios provindos de arma de fogo e aumentou o número do mesmo crime por outros meios perpetrados. Deduze-se assim que o cidadão comum por não mais possuir arma de fogo mata de qualquer jeito o seu desafeto. No geral, o índice do crime de homicídio não diminuiu e continua aumentando junto com a população.
Ademais, outros grandes malefícios também não são associados ao desarmamento em tais estatísticas, ou seja, o aumento estúpido do crime de roubo, conhecido popularmente como assalto à mão armada, e o mais grave: o latrocínio, que é o roubo seguido de morte. Só em São Paulo o número de latrocínios subiu agora mais de 40% em relação ao mesmo período do ano passado. Hoje um cidadão é morto pelo assaltante mesmo sem reagir ao ato só pelo simples fato de estar portando pouco dinheiro.
Os fatos demonstram que os discursos e as noticias desarmamentistas parecem ser apenas meras cortinas de fumaça tendo na linha de frente a diminuição dos homicídios eventuais por desavença perpetrados nas comunidades por via de arma de fogo a querer encobrir o recrudescimento da criminalidade dos outros tipos penais.
O povo vive acuado, desarmado e preso por grades, cercas elétricas, alarmes, nas suas próprias residências e os diversos criminosos andam soltos nas ruas a caça das suas vítimas, aumentando de forma geométrica o número de latrocínios, roubos e sequestros relâmpagos em todos os lugares. A Polícia por mais diligente que seja, em virtude da falta de contingente adequado, de uma maior estrutura e por não ser Onipotente e Onipresente para estar em todos os lugares a todo tempo para evitar o crime não pode ser a única culpada por tal problemática.
É fato presente que o crime organizado, placenta que forma e alimenta o tráfico de drogas, os criminosos perigosos e contumazes, consegue transitar e abastecer a marginalidade com metralhadoras, fuzis, bazucas, granadas, escopetas, pistolas… Tais armamentos provindos de diversas nacionalidades ingressam pelas nossas gigantescas e mal guarnecidas fronteiras e chegam às mãos das facções criminosas, quadrilhas ou criminosos diversos de maneira inexplicável.
Atacam-se carros blindados com armamento pesado e potente, derrubam-se helicóptero com tiros de fuzis ou metralhadoras antiaéreas, inúmeros assaltos se valem de armas de guerra no País inteiro, policiais são frequentemente mortos no labor das suas funções por criminosos possuidores de armas poderosas adquiridas no câmbio negro do crime organizado.
O cidadão nas ruas literalmente virou um alvo em determinados locais. Um alvo que tem que ser um maratonista, velocista, contorcionista, trapezista e até mágico para se esquivar das balas perdidas. Um alvo que tem que optar por dar apoio aos traficantes de drogas sob pena de morte. Um alvo no seu veículo ultrapassando os sinais de transito e recebendo multas para não ser seqüestrado ou assaltado e morto. Um alvo desarmado sem direito a defesa própria contra o marginal sempre bem armado. Um alvo que tem que contratar segurança particular. Um alvo que ainda tem que agradecer ao criminoso por apenas lhe levar seus bens materiais. Um alvo esperando sempre que apareça algum policial para lhe salvar.
A Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003, mais conhecida como o ESTATUTO DO DESARMAMENTO que surgiu como instrumento mirífico para enfrentar o surto da violência e criminalidade trouxe no bojo do seu artigo 35 a seguinte redação transcrita in verbis:
Art. 35. É proibida a comercialização de arma de fogo e munição em todo o território nacional, salvo para as entidades previstas no art. 6º desta Lei.
§ 1º Este dispositivo, para entrar em vigor, dependerá de aprovação mediante referendo popular, a ser realizado em outubro de 2005.
§ 2º Em caso de aprovação do referendo popular, o disposto neste artigo entrará em vigor na data de publicação de seu resultado pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Então, na data marcada houve o referendo popular em que 63,94% da população que foi às urnas votou a favor da comercialização de armas de fogo, ou seja, implicitamente, por maioria absoluta o povo decidiu contra o DESARMAMENTO.
A nossa Constituição Federal estabelece que todo o poder emana do povo e em seu nome será exercido, contudo, a vontade popular em possuir uma arma de fogo para se defender praticamente fora barrada, ou pelo menos extremamente dificultada. A comercialização continuou permitida, mas permaneceram em vigor todas as restrições ao porte e à compra de armas de fogo previstas no Estatuto do Desarmamento. Hoje em dia, para alguém ter uma arma de fogo registrada e para mantê-la apenas em sua residência, passa por grande burocracia e protocolo que quase nenhum trabalhador consegue sobrepor.
O desarmamento veio para o seio da sociedade como uma espécie de gigantesca medusa. O temor de ser atingido pela Lei vem matando a esperança do povo por uma segurança justa. A demagogia tenta liquidar a democracia através da ação insidiosa de tirar-lhe o direito de defesa própria e da sua família. O projeto desarmamento tornou-se pérfido na medida em que foi contra a vontade popular.
A criminalidade se combate através de um conjunto de políticas públicas sérias e efetivas nos planos do desenvolvimento social, além das medidas administrativas no âmbito dos órgãos ligados à segurança pública com a ajuda da comunidade e a força da adesão da própria sociedade, destinando de forma firme e constante os projetos inerentes, não com a simples deposição ou apreensão das armas de fogo dos cidadãos de bem, dos trabalhadores, deixando-os cada vez mais vulneráveis às ações dos marginais.
Autor: Archimedes Marques (delegado de Policia no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela UFS) – archimedesmarques@infonet.com.br – archimedes-marques@bol.com.br
Fonte: www.infonet.com.br
Não haveria massacre se vítimas tivessem armas
Posted by admin (online) in Política, Tiro on 21 de abril de 2009
Não haveria massacre se vítimas tivessem armas, diz americano
da Folha Online
Larry Pratt, diretor da Gun Owners of America (Donos de Armas da América, em inglês), organização fundada em 1975 para defender o direito dos americanos de adquirir e portar armas, diz que liberar o acesso às armas seria mais eficiente na prevenção de massacres como o da escola Columbine, ocorrido há exatos dez anos, do que restringir.
Descontrole de armas cresceu após Columbine
Veja imagens do ataque à escola Columbine
EUA homenageiam vítimas do massacre
Em entrevista concedida à Folha Online por telefone, de Springfield, Pratt defende que nenhum dos massacres teria ocorrido se as vítimas estivessem armadas. “O massacre [de Columbine] aconteceu porque nenhum professor, nenhum diretor e nenhum zelador pôde atirar nos meninos quando eles começaram a matar pessoas.”
Leia os principais trechos da entrevista:
FOLHA ONLINE – Por que um americano comum precisa de uma arma?
LARRY PRATT - Para começar, nos EUA, nós temos a Segunda Emenda, que protege nosso direito, dado por Deus, de nos proteger com uma arma de fogo. Historicamente, a posse de arma de fogo foi exigida de todo homem livre, em todo nosso período colonial.
Por 150 anos, na América, sob a Coroa Britânica, tivemos leis segundo as quais, se você era um homem livre, tinha que possuir um rifle e ir a uma milícia praticar. Quando a Constituição foi escrita, era isso que ela dizia. Que todos os indivíduos têm direito a rifles militares ou eles seriam multados. Havia punições para quem não tivesse armas.
FOLHA ONLINE – Mas isso foi há anos. Todo americano ainda precisa de um rifle?
PRATT - Pensamos que sim. Olhando para a história, o século 20 foi o mais sangrento da humanidade. Um número de pessoas equivalente a quase toda população dos EUA [que é de 306 milhões, aproximadamente] foi assassinado pelos próprios governos. Não só em guerras, mas a sangue frio, em genocídios. Então, pensamos que armas ainda são importantes.
FOLHA ONLINE – O senhor disse que o século 20 foi o mais sangrento da história. Estatisticamente, os EUA têm mais crimes envolvendo armas que outros países…
PRATT - Não todos os países. Não como nosso vizinho México e vários outros países. O interessante é que temos mais problemas em áreas onde as pessoas decentes têm dificuldade de obter armas. É nesses lugares que os criminosos concentram a ação. Se você tirar cidades como Washington D.C. e Chicago das estatísticas, temos índices de crimes tão baixos quanto os da Europa.
FOLHA ONLINE – Quando os cidadãos têm dificuldade para obter armas, os criminosos também não a têm?
PRATT - Na Inglaterra, há uma proibição e, agora, eles têm mais crimes com armas que antes da proibição e do recolhimento de armas, em 1997. Então, criminosos não enfrentam problemas para conseguir armas. Nós é que enfrentamos.
FOLHA ONLINE – No último mês, houve cinco massacres nos EUA e, em todos, os atiradores tiveram acesso fácil a armas.
PRATT - Na verdade, o que há em comum entre esses massacres é que as vítimas não tinham armas. A maioria dos homicídios múltiplos que acontecem nesse país, como os que acontecem em escolas e centros cívicos, como o que ocorreu recentemente em Nova York [um atirador matou 13 em um centro de imigrantes, incluindo um brasileiro], eram lugares onde, por lei, armas são proibidas. Mas essas são leis que criminosos não seguem.
FOLHA ONLINE – O massacre em Columbina completa 10 anos no próximo dia 20. O senhor não acha que a falta de controle sobre armas contribuiu para aquele crime?
PRATT - O massacre aconteceu porque nenhum professor, nenhum diretor e nenhum zelador pôde atirar naqueles dois meninos quando eles começaram a matar pessoas.
Em Colorado Springs, um tempo atrás, um cara entrou em uma igreja com uma estratégia parecida com a de Columbine, de matar muita gente, com milhares de projéteis. Mas ele foi morto logo que entrou na igreja porque, todo domingo, 25 voluntários armados participavam de um programa de segurança da igreja. Logo que o atirador entrou, ele foi morto.
FOLHA ONLINE – Então sua resposta para a violência seria um pouco mais de violência?
PRATT - Violência resolve problemas. Você pode perguntar para o capitão daquele navio. Atirar e matar os três sequestradores resolveu o problema dele. [Um capitão americano que permanecia refém de quatro piratas somalis em um bote, na costa da África, foi solto depois de agentes terem atirado e matado três dos criminosos.]
FOLHA ONLINE – E essa ideia se aplica a qualquer país? Existe uma noção de que a fraca legislação de controle de armas nos EUA está viabilizando o tráfico para o México. Na sua visão, o México está sendo beneficiado?
PRATT - Os crimes com armas praticados no México pelos traficantes de drogas contra o governo, na guerra civil deles… essas armas não saem dos EUA. Bem, algumas saem, mas são rifles de uso militar vendidos sob a autoridade do nosso Departamento de Estado para o Exército mexicano. Só que o Exército mexicano sofreu 150 mil deserções. E quem quebra a lei de deserção também quebra a lei e rouba rifles. Os traficantes mexicanos contam ainda com armas das Farc [Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia], El Salvador, Nicarágua. E essas são armas que não têm nem número de série.
Se você olhar para as armas que os mexicanos receberam nos últimos anos, umas 30 mil, 15% eram dos EUA. Não eram 90%, não eram maioria [como alega o presidente mexicano, Felipe Calderón]. Dá para imaginar Pablo Escobar [chefe do cartel de Medellín, morto em 1993] esperando na fila de uma feira de armas para comprar uma automática que nem atira como uma metralhadora?
FOLHA ONLINE – Sobre os critérios usados atualmente nos EUA para venda de armas, como realizar checagem de antecedentes, qual sua opinião?
PRATT - Não achamos que checar antecedentes ajuda no controle de armas. Se os criminosos conseguem armas na Inglaterra, que é uma ilha e tem uma lei contra armas… E esse sistema, atualmente, atinge a maior parte dos vendedores, em feiras de armas. Menos de 1% das armas usadas em crimes saem dessas feiras. A checagem de antecedentes, hoje, só não atinge traficantes.
FOLHA ONLINE – No dia 16, o ataque à Universidade Virginia Tech completou dois anos. Naquele caso, o rapaz não podia comprar uma arma, segundo as leis atuais, e mesmo assim conseguiu…
PRATT - O problema, mais uma vez, foi que ninguém podia reagir. Em Virginia Tech, a polícia levou 11 minutos para chegar, e mais de 30 pessoas foram mortas enquanto naquela igreja, em Colorado Springs, a polícia levou seis minutos para chegar, mas o atirador estava morto havia cinco minutos e meio. Ele matou suas pessoas no estacionamento mas, depois de entrar na igreja, foi morto.
FOLHA ONLINE – Mas dar armas a todos os cidadãos não faz com que discussões entre marido e mulher, entre familiares, passem a ser crimes violentos, em vez de apenas discussões?
PRATT - Olha, quando um homem vai fazer algo tão baixo quanto machucar uma mulher, ele não precisa de uma arma. Na verdade, quem precisa de uma arma é essa mulher, para atirar nesse homem. Eu imagino que haja várias mulheres que estão tendo suas gargantas estranguladas e que desejam ter uma arma.
FOLHA ONLINE – Que tipo de armas o senhor possui?
PRATT - Revólveres, rifles, espingardas de caça.
FOLHA ONLINE – E o senhor tem filhos? Que tipo de medidas o senhor adota para evitar que suas armas estejam envolvidas em crimes?
PRATT - Eu criei quatro filhos com armas pela casa. Tenho 22 netos, e eles estão em casa o tempo todo. Não temos problema.
FOLHA ONLINE – Mas armas ficam expostas às crianças?
PRATT - Não diria que expostas, mas à disposição. Se as crianças têm idade suficiente, elas sabem que não podem tocar nas armas sem permissão.
Tirando a máscara do comunismo
Posted by admin (online) in Política, Tiro on 18 de abril de 2009
por IRAPUAN COSTA JUNIOR
para o CONTRAPONTO
Tirando a máscara do comunismo
No dia três deste mês, o filósofo Olavo de Carvalho escreveu, no “Diário do Comercio”, um artigo (“Ignorando o essencial”) sobre facetas pouco percebidas do movimento comunista, e a jornalista Eliane Cantanhêde, na “Folha de S. Paulo” abordou, na sua coluna, com o título “A culpada é… a empregada”, a infeliz iniciativa do deputado Alberto Fraga, de contratar por seu gabinete a faxineira de sua casa. Duas matérias completamente distintas, na aparência, uma escrita pelo filósofo e jornalista conservador, e outra da lavra da jornalista alinhada com a esquerda mais revolucionária. Mas as aparências são, muitas vezes, enganosas. Uma matéria tem muito a ver com a outra.
Olavo de Carvalho alerta para alguns aspectos do movimento comunista que escapam do desavisado cidadão comum, em que pesem as conseqüências que podemos, todos nós, vir a sentir, como sentiram — e sentem — populações inteiras por esse mundo afora. O primeiro aspecto é a sua singularidade: o único movimento político, na história da humanidade, a contar com uma organização em escala mundial. Apesar da falácia do desaparecimento do comunismo (que serve muito bem a seus propósitos), ele está presente, e não só em Cuba, na China e na Coréia do Norte, mas também na Argentina, na Bolívia, na Venezuela, no Brasil, e até na pátria da democracia, os EUA. Outro aspecto é a sua clandestinidade, uma de suas armas mais eficazes. Embora existam os partidos de base comunista (no Brasil, PC do B, PT, PSOL, etc.), elementos da crença estão disseminados em outros partidos, e em muitas atividades extra partidárias, sob os mais diversos rótulos, seja no jornalismo, seja nas universidades, seja nas igrejas. E os agentes jamais se revelam como comunistas, mesmo agindo como tal, às claras ou sub-repticiamente.
Um terceiro aspecto é a abundância de recursos para sua ação. Já imaginaram o volume de dinheiro para se montar um Fórum Social Mundial? Ou para orquestrar uma demonstração contra a OTAN, como na semana passada, em Estrasburgo?
Um quarto aspecto, o fato de ser reconhecível como tal apenas uma parcela ínfima de sua propaganda doutrinária, embora ela intoxique diariamente a mídia e as pregações universitárias, governamentais, religiosas, parlamentares. Existem outros aspectos, mas vamos ficar apenas nestes.
Passemos ao artigo da Eliane. Sua crítica à contratação fraudulenta da empregada doméstica é absolutamente pertinente. O deputado Alberto Fraga cometeu falha grave, inadmissível para qualquer agente público, e se faz merecedor de boa punição. Não tem defesa. Mesmo porque a única punida até agora (com sua demissão, e daí o título do artigo de Eliane) foi a faxineira. Mas… e o mas, aqui, é mais importante que o resto da matéria, Eliane assim termina seu escrito: “Aliás, não convém ficar para brincadeirinhas neste caso: o deputado Fraga, o patrão que não paga a empregada, é o líder da bancada pró-armas”.
Eliane enche de munição o paiol de Olavo de Carvalho, quando chama à reportagem um assunto que nada tem a ver com ela. O movimento pelo desarmamento da população é mundialmente patrocinado pela esquerda (está presente, e fortemente, até nos EUA), como fórmula de docilizar as populações, e impedir sua reação aos avanços socialistas. Faz parte da cadeia global que menciona Olavo de Carvalho. Embora os partidos marxistas apoiassem abertamente o desarmamento no Brasil, usaram como linha principal agentes aparentemente apartidários e até apolíticos numa intensa doutrinação, entrando aí a grande mídia (Rede Globo), ONGs, parte da Igreja Católica, entidades classistas — e eis a mencionada clandestinidade em ação.
Os recursos que os desarmamentistas utilizaram eram praticamente inesgotáveis. Durante o referendo sobre o desarmamento, aqui no Brasil, os recursos vindos de fora para organizações suspeitas, como a Viva Rio e a Sou da Paz, eram volumosos, e eles de tal forma perderam a vergonha que nem escondiam sua origem.
Evidenciado o terceiro aspecto. O quarto aspecto, que mencionei acima, surge aqui de maneira mais sutil. A propaganda que a Eliane faz, pelos contorcionismos necessários, torna-se pouco reconhecível, mas facilmente desmascarável, com um pouco de raciocínio: 1) Fraga nunca foi pró-armas. Ao acusá-lo de ser pró-armas, ela o está acusando de ser a favor de armar a população, isto é, induzir quem não quer ou não gosta de armas a usá-las, coisa que nem Fraga nem qualquer de nós que somos contra o desarmamento jamais fizemos. Nós sempre defendemos o direito, o arbítrio, a liberdade, de quem quiser ter uma arma para sua defesa, e de sua família, de tê-la. Como defendemos o direito de não tê-la quem não quiser. Ao mudar o conceito, a jornalista faz sua propaganda pouco reconhecível da esquerda revolucionária, aquela que deseja uma sociedade de escravos perante um Estado forte, como acontece em Cuba.
2) Ao juntar o pecado da funesta contratação ao fato de o deputado ser anti-desarmamentista, a jornalista tenta contaminar o ato certo com o ato errado. Não desarmamentistas são dois terços da população brasileira, como mostrou o referendo. Não ser desarmamentista é, pois, se alinhar com a vontade democrática do País. Nada de errado nisso. Já fazer o contrário, como fazem a jornalista e seus colegas de esquerda, seus ministros da Justiça, e outros integrantes do governo, é, à socapa, fazer a propaganda do totalitarismo.
E, para não cansar os leitores: 3) Se Fraga, que errou na contratação da empregada, é mau exemplo, logo, um não desarmamentista é mau caráter, como quer a colunista, lembremos que, na sua carreira política de deputado, esse foi o primeiro e único, até agora, escorregão. Já quem se alinhou, com Eliane e “companheiros” para desarmar a população, enquanto se descuidava dos bandidos, quem estava na linha de frente do movimento, quem foram os próceres da pregação, como Renan Calheiros, Luiz Eduardo Greenhalgh, Marcio Thomaz Bastos e outros, são políticos que não só escorregam, mas fazem dos escorregões um meio de vida.
Servidão voluntária
O irmão de Franklyn Martins, o nosso Goebbels (ministro da Propaganda de Lula), Victor de Souza Martins, é diretor da ANP (Agencia Nacional de Petróleo), e, segundo documentos da Polícia Federal revelados pela “Veja”, está envolvido, juntamente com a esposa, em alta corrupção na distribuição de royalties municipais.
Contudo, dessa vez, a Polícia Federal não chamou a Globo, não prendeu ninguém, e o processo está parado há mais de ano. Não há oposição no Congresso. Um único deputado honesto e determinado faria um carnaval. O brasão do Congresso deveria ostentar a máxima: “Omnia serviliter pro dominatione” (“Tudo faço, servilmente, pelo poder”).
Aliado de Dilma Rousseff planejou sequestro do ministro Delfim Netto
Antonio Roberto Espinoza, ex-comandante dos movimentos de esquerda armada VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) e VAR-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária Palmares), conta, em detalhada reportagem da “Folha de S. Paulo” de domingo, 5, como tramou, com a participação de mais quatro “companheiros”, o seqüestro do então ministro da fazenda Delfim Netto, em 1969.
Um dos “companheiros” era a hoje ministra e candidata a presidente Dilma Rousseff. O plano, detalhado a ponto de ter sido apreendido mais tarde até um mapa da região do seqüestro, só não foi adiante, porque alguns “companheiros” terroristas foram presos. Dilma negou o plano, dizendo que “não se lembra”. Equivale ao “não sabia” que Lula sempre usa quando um de seus próximos é pego roubando. É difícil aceitar a negativa da ministra.
O plano existiu, como consta dos documentos apreendidos e da declaração, a mais insuspeita que pode existir, pois dada por um dos culpados, e espontânea. Se tivesse sucedido, o seqüestro teria sido um enorme golpe publicitário para os terroristas. Delfim era popularíssimo, pois o Brasil vivia o chamado “milagre econômico”. Crescia a taxas próximas de 10% ao ano, vivia o pleno emprego e os salários estavam em alta.
Comentários