Archive for abril de 2009
Não haveria massacre se vítimas tivessem armas
Posted by admin (online) in Política, Tiro on 21 de abril de 2009
Não haveria massacre se vítimas tivessem armas, diz americano
da Folha Online
Larry Pratt, diretor da Gun Owners of America (Donos de Armas da América, em inglês), organização fundada em 1975 para defender o direito dos americanos de adquirir e portar armas, diz que liberar o acesso às armas seria mais eficiente na prevenção de massacres como o da escola Columbine, ocorrido há exatos dez anos, do que restringir.
Descontrole de armas cresceu após Columbine
Veja imagens do ataque à escola Columbine
EUA homenageiam vítimas do massacre
Em entrevista concedida à Folha Online por telefone, de Springfield, Pratt defende que nenhum dos massacres teria ocorrido se as vítimas estivessem armadas. “O massacre [de Columbine] aconteceu porque nenhum professor, nenhum diretor e nenhum zelador pôde atirar nos meninos quando eles começaram a matar pessoas.”
Leia os principais trechos da entrevista:
FOLHA ONLINE – Por que um americano comum precisa de uma arma?
LARRY PRATT - Para começar, nos EUA, nós temos a Segunda Emenda, que protege nosso direito, dado por Deus, de nos proteger com uma arma de fogo. Historicamente, a posse de arma de fogo foi exigida de todo homem livre, em todo nosso período colonial.
Por 150 anos, na América, sob a Coroa Britânica, tivemos leis segundo as quais, se você era um homem livre, tinha que possuir um rifle e ir a uma milícia praticar. Quando a Constituição foi escrita, era isso que ela dizia. Que todos os indivíduos têm direito a rifles militares ou eles seriam multados. Havia punições para quem não tivesse armas.
FOLHA ONLINE – Mas isso foi há anos. Todo americano ainda precisa de um rifle?
PRATT - Pensamos que sim. Olhando para a história, o século 20 foi o mais sangrento da humanidade. Um número de pessoas equivalente a quase toda população dos EUA [que é de 306 milhões, aproximadamente] foi assassinado pelos próprios governos. Não só em guerras, mas a sangue frio, em genocídios. Então, pensamos que armas ainda são importantes.
FOLHA ONLINE – O senhor disse que o século 20 foi o mais sangrento da história. Estatisticamente, os EUA têm mais crimes envolvendo armas que outros países…
PRATT - Não todos os países. Não como nosso vizinho México e vários outros países. O interessante é que temos mais problemas em áreas onde as pessoas decentes têm dificuldade de obter armas. É nesses lugares que os criminosos concentram a ação. Se você tirar cidades como Washington D.C. e Chicago das estatísticas, temos índices de crimes tão baixos quanto os da Europa.
FOLHA ONLINE – Quando os cidadãos têm dificuldade para obter armas, os criminosos também não a têm?
PRATT - Na Inglaterra, há uma proibição e, agora, eles têm mais crimes com armas que antes da proibição e do recolhimento de armas, em 1997. Então, criminosos não enfrentam problemas para conseguir armas. Nós é que enfrentamos.
FOLHA ONLINE – No último mês, houve cinco massacres nos EUA e, em todos, os atiradores tiveram acesso fácil a armas.
PRATT - Na verdade, o que há em comum entre esses massacres é que as vítimas não tinham armas. A maioria dos homicídios múltiplos que acontecem nesse país, como os que acontecem em escolas e centros cívicos, como o que ocorreu recentemente em Nova York [um atirador matou 13 em um centro de imigrantes, incluindo um brasileiro], eram lugares onde, por lei, armas são proibidas. Mas essas são leis que criminosos não seguem.
FOLHA ONLINE – O massacre em Columbina completa 10 anos no próximo dia 20. O senhor não acha que a falta de controle sobre armas contribuiu para aquele crime?
PRATT - O massacre aconteceu porque nenhum professor, nenhum diretor e nenhum zelador pôde atirar naqueles dois meninos quando eles começaram a matar pessoas.
Em Colorado Springs, um tempo atrás, um cara entrou em uma igreja com uma estratégia parecida com a de Columbine, de matar muita gente, com milhares de projéteis. Mas ele foi morto logo que entrou na igreja porque, todo domingo, 25 voluntários armados participavam de um programa de segurança da igreja. Logo que o atirador entrou, ele foi morto.
FOLHA ONLINE – Então sua resposta para a violência seria um pouco mais de violência?
PRATT - Violência resolve problemas. Você pode perguntar para o capitão daquele navio. Atirar e matar os três sequestradores resolveu o problema dele. [Um capitão americano que permanecia refém de quatro piratas somalis em um bote, na costa da África, foi solto depois de agentes terem atirado e matado três dos criminosos.]
FOLHA ONLINE – E essa ideia se aplica a qualquer país? Existe uma noção de que a fraca legislação de controle de armas nos EUA está viabilizando o tráfico para o México. Na sua visão, o México está sendo beneficiado?
PRATT - Os crimes com armas praticados no México pelos traficantes de drogas contra o governo, na guerra civil deles… essas armas não saem dos EUA. Bem, algumas saem, mas são rifles de uso militar vendidos sob a autoridade do nosso Departamento de Estado para o Exército mexicano. Só que o Exército mexicano sofreu 150 mil deserções. E quem quebra a lei de deserção também quebra a lei e rouba rifles. Os traficantes mexicanos contam ainda com armas das Farc [Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia], El Salvador, Nicarágua. E essas são armas que não têm nem número de série.
Se você olhar para as armas que os mexicanos receberam nos últimos anos, umas 30 mil, 15% eram dos EUA. Não eram 90%, não eram maioria [como alega o presidente mexicano, Felipe Calderón]. Dá para imaginar Pablo Escobar [chefe do cartel de Medellín, morto em 1993] esperando na fila de uma feira de armas para comprar uma automática que nem atira como uma metralhadora?
FOLHA ONLINE – Sobre os critérios usados atualmente nos EUA para venda de armas, como realizar checagem de antecedentes, qual sua opinião?
PRATT - Não achamos que checar antecedentes ajuda no controle de armas. Se os criminosos conseguem armas na Inglaterra, que é uma ilha e tem uma lei contra armas… E esse sistema, atualmente, atinge a maior parte dos vendedores, em feiras de armas. Menos de 1% das armas usadas em crimes saem dessas feiras. A checagem de antecedentes, hoje, só não atinge traficantes.
FOLHA ONLINE – No dia 16, o ataque à Universidade Virginia Tech completou dois anos. Naquele caso, o rapaz não podia comprar uma arma, segundo as leis atuais, e mesmo assim conseguiu…
PRATT - O problema, mais uma vez, foi que ninguém podia reagir. Em Virginia Tech, a polícia levou 11 minutos para chegar, e mais de 30 pessoas foram mortas enquanto naquela igreja, em Colorado Springs, a polícia levou seis minutos para chegar, mas o atirador estava morto havia cinco minutos e meio. Ele matou suas pessoas no estacionamento mas, depois de entrar na igreja, foi morto.
FOLHA ONLINE – Mas dar armas a todos os cidadãos não faz com que discussões entre marido e mulher, entre familiares, passem a ser crimes violentos, em vez de apenas discussões?
PRATT - Olha, quando um homem vai fazer algo tão baixo quanto machucar uma mulher, ele não precisa de uma arma. Na verdade, quem precisa de uma arma é essa mulher, para atirar nesse homem. Eu imagino que haja várias mulheres que estão tendo suas gargantas estranguladas e que desejam ter uma arma.
FOLHA ONLINE – Que tipo de armas o senhor possui?
PRATT - Revólveres, rifles, espingardas de caça.
FOLHA ONLINE – E o senhor tem filhos? Que tipo de medidas o senhor adota para evitar que suas armas estejam envolvidas em crimes?
PRATT - Eu criei quatro filhos com armas pela casa. Tenho 22 netos, e eles estão em casa o tempo todo. Não temos problema.
FOLHA ONLINE – Mas armas ficam expostas às crianças?
PRATT - Não diria que expostas, mas à disposição. Se as crianças têm idade suficiente, elas sabem que não podem tocar nas armas sem permissão.
Tirando a máscara do comunismo
Posted by admin (online) in Política, Tiro on 18 de abril de 2009
por IRAPUAN COSTA JUNIOR
para o CONTRAPONTO
Tirando a máscara do comunismo
No dia três deste mês, o filósofo Olavo de Carvalho escreveu, no “Diário do Comercio”, um artigo (“Ignorando o essencial”) sobre facetas pouco percebidas do movimento comunista, e a jornalista Eliane Cantanhêde, na “Folha de S. Paulo” abordou, na sua coluna, com o título “A culpada é… a empregada”, a infeliz iniciativa do deputado Alberto Fraga, de contratar por seu gabinete a faxineira de sua casa. Duas matérias completamente distintas, na aparência, uma escrita pelo filósofo e jornalista conservador, e outra da lavra da jornalista alinhada com a esquerda mais revolucionária. Mas as aparências são, muitas vezes, enganosas. Uma matéria tem muito a ver com a outra.
Olavo de Carvalho alerta para alguns aspectos do movimento comunista que escapam do desavisado cidadão comum, em que pesem as conseqüências que podemos, todos nós, vir a sentir, como sentiram — e sentem — populações inteiras por esse mundo afora. O primeiro aspecto é a sua singularidade: o único movimento político, na história da humanidade, a contar com uma organização em escala mundial. Apesar da falácia do desaparecimento do comunismo (que serve muito bem a seus propósitos), ele está presente, e não só em Cuba, na China e na Coréia do Norte, mas também na Argentina, na Bolívia, na Venezuela, no Brasil, e até na pátria da democracia, os EUA. Outro aspecto é a sua clandestinidade, uma de suas armas mais eficazes. Embora existam os partidos de base comunista (no Brasil, PC do B, PT, PSOL, etc.), elementos da crença estão disseminados em outros partidos, e em muitas atividades extra partidárias, sob os mais diversos rótulos, seja no jornalismo, seja nas universidades, seja nas igrejas. E os agentes jamais se revelam como comunistas, mesmo agindo como tal, às claras ou sub-repticiamente.
Um terceiro aspecto é a abundância de recursos para sua ação. Já imaginaram o volume de dinheiro para se montar um Fórum Social Mundial? Ou para orquestrar uma demonstração contra a OTAN, como na semana passada, em Estrasburgo?
Um quarto aspecto, o fato de ser reconhecível como tal apenas uma parcela ínfima de sua propaganda doutrinária, embora ela intoxique diariamente a mídia e as pregações universitárias, governamentais, religiosas, parlamentares. Existem outros aspectos, mas vamos ficar apenas nestes.
Passemos ao artigo da Eliane. Sua crítica à contratação fraudulenta da empregada doméstica é absolutamente pertinente. O deputado Alberto Fraga cometeu falha grave, inadmissível para qualquer agente público, e se faz merecedor de boa punição. Não tem defesa. Mesmo porque a única punida até agora (com sua demissão, e daí o título do artigo de Eliane) foi a faxineira. Mas… e o mas, aqui, é mais importante que o resto da matéria, Eliane assim termina seu escrito: “Aliás, não convém ficar para brincadeirinhas neste caso: o deputado Fraga, o patrão que não paga a empregada, é o líder da bancada pró-armas”.
Eliane enche de munição o paiol de Olavo de Carvalho, quando chama à reportagem um assunto que nada tem a ver com ela. O movimento pelo desarmamento da população é mundialmente patrocinado pela esquerda (está presente, e fortemente, até nos EUA), como fórmula de docilizar as populações, e impedir sua reação aos avanços socialistas. Faz parte da cadeia global que menciona Olavo de Carvalho. Embora os partidos marxistas apoiassem abertamente o desarmamento no Brasil, usaram como linha principal agentes aparentemente apartidários e até apolíticos numa intensa doutrinação, entrando aí a grande mídia (Rede Globo), ONGs, parte da Igreja Católica, entidades classistas — e eis a mencionada clandestinidade em ação.
Os recursos que os desarmamentistas utilizaram eram praticamente inesgotáveis. Durante o referendo sobre o desarmamento, aqui no Brasil, os recursos vindos de fora para organizações suspeitas, como a Viva Rio e a Sou da Paz, eram volumosos, e eles de tal forma perderam a vergonha que nem escondiam sua origem.
Evidenciado o terceiro aspecto. O quarto aspecto, que mencionei acima, surge aqui de maneira mais sutil. A propaganda que a Eliane faz, pelos contorcionismos necessários, torna-se pouco reconhecível, mas facilmente desmascarável, com um pouco de raciocínio: 1) Fraga nunca foi pró-armas. Ao acusá-lo de ser pró-armas, ela o está acusando de ser a favor de armar a população, isto é, induzir quem não quer ou não gosta de armas a usá-las, coisa que nem Fraga nem qualquer de nós que somos contra o desarmamento jamais fizemos. Nós sempre defendemos o direito, o arbítrio, a liberdade, de quem quiser ter uma arma para sua defesa, e de sua família, de tê-la. Como defendemos o direito de não tê-la quem não quiser. Ao mudar o conceito, a jornalista faz sua propaganda pouco reconhecível da esquerda revolucionária, aquela que deseja uma sociedade de escravos perante um Estado forte, como acontece em Cuba.
2) Ao juntar o pecado da funesta contratação ao fato de o deputado ser anti-desarmamentista, a jornalista tenta contaminar o ato certo com o ato errado. Não desarmamentistas são dois terços da população brasileira, como mostrou o referendo. Não ser desarmamentista é, pois, se alinhar com a vontade democrática do País. Nada de errado nisso. Já fazer o contrário, como fazem a jornalista e seus colegas de esquerda, seus ministros da Justiça, e outros integrantes do governo, é, à socapa, fazer a propaganda do totalitarismo.
E, para não cansar os leitores: 3) Se Fraga, que errou na contratação da empregada, é mau exemplo, logo, um não desarmamentista é mau caráter, como quer a colunista, lembremos que, na sua carreira política de deputado, esse foi o primeiro e único, até agora, escorregão. Já quem se alinhou, com Eliane e “companheiros” para desarmar a população, enquanto se descuidava dos bandidos, quem estava na linha de frente do movimento, quem foram os próceres da pregação, como Renan Calheiros, Luiz Eduardo Greenhalgh, Marcio Thomaz Bastos e outros, são políticos que não só escorregam, mas fazem dos escorregões um meio de vida.
Servidão voluntária
O irmão de Franklyn Martins, o nosso Goebbels (ministro da Propaganda de Lula), Victor de Souza Martins, é diretor da ANP (Agencia Nacional de Petróleo), e, segundo documentos da Polícia Federal revelados pela “Veja”, está envolvido, juntamente com a esposa, em alta corrupção na distribuição de royalties municipais.
Contudo, dessa vez, a Polícia Federal não chamou a Globo, não prendeu ninguém, e o processo está parado há mais de ano. Não há oposição no Congresso. Um único deputado honesto e determinado faria um carnaval. O brasão do Congresso deveria ostentar a máxima: “Omnia serviliter pro dominatione” (“Tudo faço, servilmente, pelo poder”).
Aliado de Dilma Rousseff planejou sequestro do ministro Delfim Netto
Antonio Roberto Espinoza, ex-comandante dos movimentos de esquerda armada VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) e VAR-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária Palmares), conta, em detalhada reportagem da “Folha de S. Paulo” de domingo, 5, como tramou, com a participação de mais quatro “companheiros”, o seqüestro do então ministro da fazenda Delfim Netto, em 1969.
Um dos “companheiros” era a hoje ministra e candidata a presidente Dilma Rousseff. O plano, detalhado a ponto de ter sido apreendido mais tarde até um mapa da região do seqüestro, só não foi adiante, porque alguns “companheiros” terroristas foram presos. Dilma negou o plano, dizendo que “não se lembra”. Equivale ao “não sabia” que Lula sempre usa quando um de seus próximos é pego roubando. É difícil aceitar a negativa da ministra.
O plano existiu, como consta dos documentos apreendidos e da declaração, a mais insuspeita que pode existir, pois dada por um dos culpados, e espontânea. Se tivesse sucedido, o seqüestro teria sido um enorme golpe publicitário para os terroristas. Delfim era popularíssimo, pois o Brasil vivia o chamado “milagre econômico”. Crescia a taxas próximas de 10% ao ano, vivia o pleno emprego e os salários estavam em alta.
Comentários